Vai entender...

Estranho tudo que esta acontecendo comigo. Nunca me senti tão sozinha e cansada na vida. Às vezes, chego a pensar em implorar por atenção, mas acabo ficando na minha. Eu não sei dizer o que mudou, só afirmo que mudou. Um sentimento que sempre esteve aqui, guardado dentro do meu coração. E por mais que as pessoas afirmem, não consigo acreditar no que dizem, já que nunca houve atitude. Tento, mas às vezes, o orgulho e a insegurança não deixam agir. Quem me criou assim foi à vida. Tantas decepções, tantos tapas na cara, tantas verdades contadas que hoje sou insegura. Continuo sozinha e sem saída. O som do violino é de outros tempos, mas a vida é muito boa aqui, sou feliz onde estou e não olho pra trás, não tenho nenhuma duvida de que aqui é o lugar onde eu deveria estar, hoje, agora. Você fecha os olhos e não vê. Tem a opção de fugir, de sentir, de sonhar, de não perceber. Será que nunca fui boa o suficiente para você? Não dá para afirmar se você também é bom para mim, mas sua inteligência me faz querer continuar. Não consigo entender esse jeito. Indiferença existe. Milhares de quilômetros também. E eu posso cobrar um pouco de atitude e quem sabe, jogar culpa nisso, por nunca ter dado certo. Preciso de coerência, preciso de demonstração. Eu nunca quis nada e você sempre quis tudo. Hoje, sinto sua falta, só por estar longe. Se estivesse perto, cadê a coragem? A saudade é, em si, recordação do que se ama. Não é saudade o que não é amor. Vontade de saber se você conseguiria me fazer feliz. Acredito que sim, já que com sua inteligência, eu aprenderia com você e fico extremamente feliz quando aprendo algo que não sei. Não sei se poderia te ensinar algo, mas garanto que arrancaria um sorriso do seu rosto, mesmo sem esperar. Eu não quero conseguir contar nos dedos os teus defeitos. Imagino que você seja mais independente, que faça coisas por vontade própria. E, se um dia, Deus permitir, você possa jogar tudo para o alto e me fazer feliz. Tenho a nítida consciência de que sou apenas um instrumento para se dar vazão a um sentimento. É um amor intransitivo, que faz de mim recipiente. Descartável, claro.
Injetado por Take Care! às 18h41
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