A vida sempre continua...

“Os teus olhos me viram a substância ainda informe, e no teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nem um deles havia ainda” (Salmo 139. 16)

 

Nem sei por onde começar. Estou meio perdida. Esse final de semana foi sem explicação. Há tempos perturbei meu primo, Luis Fernando, para fazermos a festinha de um ano da filha dele, a Ana Luísa. Combinamos de fazer no sábado, dia 12. Acordei cedo, ajudei a encher balões, decorar, enrolar brigadeiro, arrumar tudo. Não parei um minuto. Veio todo mundo da família. Só família mesmo. Foi lindo. Lá pelas duas da manhã, me arrumei para dormir e apaguei, de tão cansada que tava. Quase quatro da manhã, minha mãe vem com uma péssima notícia: Kleber, meu primo querido, meu primo irmão tinha acabado de falecer.

 

Acordei num susto, comecei a tremer, não consegui parar. Como assim? Ele estava bem até meia noite, aqui em casa, brincando, contando piadas e tudo. Como ele pode ter morrido do nada? Minha ficha ainda não caiu direito, sabe? É muita dor, gente.

 

Ele tinha 35 anos. Por complicações renais, fez hemodiálise por quase 10 anos. Em julho do ano passado, fez transplante e deu tudo certo. Tudo mesmo. Ninguém esperava. Esses 10 anos de hemodiálise danificaram os órgãos do corpo dele. Antes do transplante, o coração estava inchado. Acordou de madrugada para ir ao banheiro e demorou. Quando a esposa dele foi ver, estava caído, inconsciente, fazendo força para respirar. Ela ficou um tempão fazendo respiração boca a boca, massagem cardíaca, mas não teve jeito. Infarto fulminante. Tinha chegado a hora do meu primo.

 

A festa de aniversário de um ano da Ana Luísa, para mim, foi como uma despedida. Estava todo mundo junto. A família toda, do jeito que ele gostava. Deixou três filhos. Raphael de 13 anos, Gabriel de 9 anos e Daniel, que completou 5 anos dois dias após nossa perda. O Daniel entende e não entende, sabe? Ele está com febre emocional, não consegue comer nada e pergunta sempre quando o pai vai voltar. É muito ruim, dói muito.

 

O choque foi muito grande. Ele estava bem com a gente e duas horas depois, morreu. Tudo muito inesperado. Minha família toda está arrasada. Tanta luta, por tantos anos. O que me conforta é saber que foi da vontade do Senhor. Meu primo era fiel a palavra de Deus e com certeza, uma hora dessas, está melhor que a gente. E agradeço a Deus por ter concedido a ele mais um ano de vida, após o transplante. Minha preocupação maior são as crianças. Mas está tudo nas mãos do Senhor e Ele é misericordioso para nos confortar e enxugar nossas lágrimas.

 

Sentiremos muitas saudades. O seu sorriso, a sua luta, seu jeito de ser, suas imitações, sua lealdade, seu amor e principalmente, seu respeito e temor a Deus. Fica a lembrança de todos os momentos bons. Jamais será esquecido. Descanse em paz.



Injetado por Take Care! às 17h38
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Take Care




Ana Flávia. Jornalista. Não sou uma pessoa interessante, muito menos apaixonante. Sou grossa e às vezes estúpida. Ao contrário do que possa parecer, eu não sou ranzinza. Sou alegre. Gosto de ser exclusiva. Um pouco possessiva. Sou meio Bridget Jones. Pouquíssimas pessoas me entendem. Muitos amigos. Alguns desafetos. Faço amizade com certa facilidade. Me decepciono muito fácil com as pessoas. Adoro escrever. Adoro maquiagem. Tenho dez cachorros (Pit, Nina, Colin, Lola, Fofão, Mini, Pipito, Filhote, Deise e Rick). Amo os meus e todos os cães do mundo. Morro de medo de perder as pessoas que amo. Adoro ler. Leio bula de remédio, rótulo de qualquer coisa. Gosto de dormir e não gosto que desrespeitem meu sono. Eu gosto de dirigir com chuva. Geralmente amo muito mais do que devo. Vou de um extremo a outro com muita facilidade. Não gosto do orgulho das pessoas e muito menos do meu. Tenho TPM. Não gosto de gatos, nem de pombas. Odeio que me cutuquem. Adoro ar condicionado e ventilador. Cerveja com limão e sal. Adoro falar bobagens. Sou muito inconstante. Espero as coisas virem a mim. Muito raramente sou determinada. Eu falo alto. Amo fotografia. Adoro fazer aniversário. Detesto, com todas as minhas forças, andar a pé. Tenho muita alergia. Pouquíssimas pessoas me surpreendem. Às vezes sou influenciável. Preciso que as pessoas tenham paciência comigo. Tenho uma imaginação pra lá de fértil. Não gosto de decepcionar as pessoas. Uma lata de leite condensado me faz muito feliz.




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